9 de novembro de 2008

NOITE DE REENCONTROS

Quem perdeu, perdeu! Neste último sábado, 21h, no Teatro do SESC, Campina Grande, Beto Mi, compositor e cantor paulista (e agora secretário municipal de cultura em Guaratinguetá-SP) fez uma incursão memorável pelo universo do seu cancioneiro e pelo popular interiorano nordestino e sudestino. Suas canções inspiradíssimas, a voz que continua perfeitamente afinada em seus agudos e trinados, as tiradas saudosistas dos anos 80 quando cantou e tocou muito por aqui e chegou até a morar no Recife, as lembranças das lutas estudantis pela estadualização da UEPB, as pessoas, episódios marcantes, músicas... O repertório: sua belíssima Espelhos, parceria com o paraense Nilson Chaves; Pra dizer que não falei do verso, grande sucesso dos anos 80; Espanhola, que o Brasil conheceu e cantou primeiro pela sua voz; sua mixagem interessantíssima com as músicas Asa Branca e Tristeza do Jeca e uma surpresa, uma linda música de Capilé e Nino, Lua Cheia, remanescente dos festivais do início da década de 80. O lançamento do livro de Waldir Porfírio, contando a (s) história (s) dos "anos de luta" pelo ensino público e gratuito em Campina Grande e o público - pequeno, mas extremamente envolvido com o encanto dos reencontros - fizeram da noite algo memorável. A felicidade estampada no rosto, do próprio Beto Mi em poder estar de volta e de tantos outros, era indescritível. Uma grande noite para marcar os 21 anos da estadualização da UEPB. DAqui a alguns anos eu posso dizer: eu estava lá! Hoje é domingo e eu sou um sujeito um pouquinho mais feliz que ontem.

Um comentário:

Débhora Melo disse...

Caro , Rangel!

Quando leio artigos em que referes a sua rotina e do seu rico cotidiano, fico sempre a imaginar que estou passando pela vida e nao estou vivendo.
Qualifico-me como uma pessoa extremamente caseira, raras vezes saio para me encantar com a noite e seus feitiços e prazeres.
Esse show do Beto Mi,nao me perdoo de nao ter assistido e você minuciando o acontecimento, faz-me quase chorar de arrependimento de nao ter sucumbido os convites...rs!

Li o artigo(aliás,leio todos)SEM-FIM e mais um fragmento fêz-me "invejar", eis:

(...)Quero vestir minhas camisas, vermelhas ou amarelas, pra gozar meu expediente de trabalho ou pra ir sofrer no Bar de Almeida (ou do Brito), desfrutar uma lingüiça de bode, um arrumadinho, degustar uma dose de Triunfo... curtir um violão...

Isso sim, é que é fim de tarde, fim de expediente de maneira amena e sociavel, até mesmo a dose de Triunfo, do qual nao bebo, foi saboreada imaginariamente...!

Portanto, caro Rangel, você tem o poder com as palavras, de maneira sútil de nos fazer refletir de forma suave, como anda nossa vida?

Obrigada por mais um texto e pelos textos lidos em outrora que para mim , é denominado como a ROTINA DO AMANHÃ.
Ao longo explico,porque?


UM ABRAÇO, POETA!

Débhora Melo