20 de março de 2009

PERDIDO NA NOITE

Muitos amigos nem sabem que estou aqui. Mas aqui onde? Não vou dizer. Fosse um bar e algum já haveria me encontrado. Mas em plena quinta-feira? E daí? Desde quando barriga tem calendário? Essa foi uma resposta que usei em situações muito especiais, quando flagrado tomando alguma em dia menos costumeiro. Isso já faz tempo, pois ando mais disciplinado que mulher de pastor de igreja pentecostal. Será? Não sei porque escutei essa piadinha infame, sem graça, preconceituosa e esteriotipada e ainda, achando pouco, publiquei aqui. Aliás, piada sem preconceito nunca tem graça.
Já se vão quase duas horas da sexta-feira e eu por aqui feito traça. Aliás, o que será das traças se essa história de livro virtual pegar mesmo pra valer, hein? Você já pensaram nisso? Será preciso fazer um movimento das traças sem-livros? Noutro dia abri um livro muito bacana e que há muito não lia, pois não é que um bichinho desses resolveu fazer a festa? E ainda escolheu um movimento em diagonal pra fazer sua refeição de celulose de tal sorte que não se completava frase alguma e o livro ficou imprestável. Ao menos pra leitura.
No caso de livros imprestáveis, especialmente na área do direito onde tudo muda a todo momento (mais ou menos como o humor de certas pessoas em certo período do mês), é engraçado ver os livros ficando velhos todo ano sem terem às vezes sequer sido abertos.
Já sugeri que fossem reaproveitados com algumas alternativas interessantes: 1) arremesso de livro, que seria um esporte novo (apenas para almofadinhas), bem mais humanizado, civilizado e menos bizarro do que o arremesso de anões, por exemplo, inventado entre os EUA e a Austrália e que já foi proibido em vários lugares do mundo; 2)escora para portas, pois aqueles livrinhos de mais de um quilo, páginas devidamente coladas e uma borrachinha antiderrapante seria o máximo para segurar portas. Sem falar no charme de intelectualidade que daria à residência que usasse-o; 3) a pura e simples reciclagem, que consistiria na destruição do livro para reaproveitamento do papel, que também dá um charme interessante de politicamente correto e ainda economiza algumas árvores nalguns lugares; 4) se o sujeito que fazer uma criação de traças... aí já não é mais problema pr'eu gastar meus neurônios.
Acho que vou postar uma enquete aqui no blogue.
Melhor ir pra horizontal que tá ficando muito tarde. Ou seria muito cedo?
A vantagem de estar longe é que você vai descobrindo se as pessoas notam ou não que você não está!

4 comentários:

Débhora Melo disse...

OLÁ RANGEL,

Se alguns amigos fossem assíduos do teu blog, com certeza saberiam onde você está.
Fique bem e que tudo mais seja bastante proveitoso, para mim já está sendo, você está postando todos os dias,o que é uma maravilha!



- A Traça e a Entrelinha


Segue rumo o verde louro poema
na cadeia alimentar da traça.

a traça dele e o poema de nós,
igual ao caminho inevitável que sempre chega;
igual às noites frias;
igual ao dia que não termina.

Fruto parido da semente da idéia!
Luz poesia para os olhos que enxergam flores
e vida nas entrelinhas que,
silenciosas,
gritam para o pulso do futuro
o seu existir falido pela inércia do tempo.

Mais eis a poesia aqui
desdobrando-se em flor
no jardim do deserto que por vezes é a vida.

Mel de fina estirpe,
irmã vegetanimamineral das Coisas,
lambe a cara com a tinta dos sorrisos saciados
- a traça e o poema, ela dele e ele dela -
e vão ser felizes digerindo o sonho
de o Tudo ser infinito.

(André Teixeira)



- Mas, não deixemos só a traça consumir a poesia, poesia é feita para todos nós, é verdade, é vida, é sonho,é beleza,é magia,é utopia, é alimento para a alma...


Um abraço,

Débhora Melo.

omuro disse...

Que beleza reencontra-la! Quer dizer, saber que vc anda por aqui.
É como diz o ditado: longe e perto...
Abraço grande!

Anônimo disse...

Gostei do poema e das traças. rsrsrsrs
rjr

Débhora Melo disse...

OI, RANGEL...

Obrigada, adoro o seu ânimo...rsrs!
Podes crer, estou sempre por aqui, curiando o teu blog e reclamando as "paredes" quando demoras a escrever.
Longe e sempre perto!



Um abraço,

Débhora Melo.