24 de junho de 2009

SÃO JOÃO

Não sei se tem algo a ver com a festa, com o forró, a quadrilha, o forró, mas de todos os santos que já ouvi falar o que mais gosto é São João, apesar de ter forte simpatia por Padim Ciço do Juazeiro e São Jorge. Santo Antonio nunca sempre me ajudou, acredito, mesmo sem eu lhe ter pedido nada. São Pedro me reaviva a lembrança de uma festa memorável no Mercado Público de Juazeirinho, ao som da sanfona de Lourenço que tinha em seu repertório central uma música que mais nos remetia às cantigas de roda da infância: "Ôxente, Camaleão! As 'calça' caiu no chão! Ôxente, Camaleão! As 'calça' caiu no chão! (...) Camaleão foi se casar / Com a filha do capitão..." Pois aquela festa, com as mesas da feira erguidas, servindo de anteparo pra separar a parte transformada em clube de dança. Se não me falha a memória, foi no ano de 1979. Tínhamos o hábito de circular entre o Mota Som e o Mercado Municipal, fazendo um movimento interessante na noite de festa que, especialmente naquele ano, acontecia no São Pedro. Enfim, gosto de São João porque de todos os santos juninos ele é o mais famoso e a coroação da festa de junho em nossa região é, de fato, o São João, principalmente a noite de 23 de junho. Ontem, pra não perder a tradição, participei de uma grande festa junina, com direito a muito forró de Luiz Gonzaga e uma exceção aberta prum tal de Rangel Junior. A festa foi em Olaria, no Rio, com primas e tias da minha consorte (a palavra é assim mesmo. Se é com sorte, aí já é uma outra história). Festa junina no sábado, na Freguesia, de Jacarepaguá; festa junina no domingo, em Vila Isabel, casa da professora Rita Ribes; festa junina na noite de São João, casa de Marié, em Olaria. Nada faltou! Fogueira gigante, pamonha, canjica (aqui é curau), milho cozido, mungunzá (que aqui é canjuca), bolo de macaxeira (que aqui é aipim), cachaça e outras tantas coisas de uma festa de verdade. Foi minha chance de me sentir um pouquinho perto de minha terrinha e curtir um pouco a maior festa de nossa tradição cultural, tão espezinhada pelos donos do poder associados quase criminalmente a uma meia dúzia de empresários inescrupulosos. Mas a festa resiste e a tradição ninguém conseguirá enterrar. Ela ressurgirá e todos ainda verão. Amanhã coloco aqui algumas fotos pra provar o que digo. Prometo também um breve roteiro fotográfico do Rio de Janeiro turístico que andei visitando. No mais, vou a uma sessão de filmes de curta metragem que começa daqui a cinco minutos a cem metros de meu esconderijo, aqui mesmo em copacabana. Comento também depois.

3 comentários:

Waldir Porfirio disse...

Tive o prazer e o privilégio de conhecer Dona Neide e compartilhar as risadas e as preocupações dela nos momentos em que vagávamos pelos botecos e “bocas” de Campina. O corpo pode ter ido embora, mas as sementes plantadas pela Jardineira Neide cresceram e ela ainda conseguiu ver a família que plantou em vida.
Abraços, querido irmão!

EDIANE disse...

RANGEL , A MUITO TEMPO VENHO PROCURANDO A MUSICA CAMALEAO FOI SE CASAR ... E NUNCA ENCONTREI UMA GRAVAÇÃO, VOCE PODERIA ME AJUDAR?

Cleeu Nazza disse...

Depois de tanto procurar também acabei encontrando no 4shared.
como sei que muita gente procura essa música para época junina vou compartilhar o link

Link- https://www.4shared.com/music/PtNahbSm/22_Faixa_22_camaleo_foi_se_cas.htm