3 de julho de 2009

AGRADECIMENTO E PROMESSA

Sensibilizado com tantas manifestações bacanas de gente idem nos comentários postados no blog, agradeço comovido. Sei de toda sinceridade de vocês e da verdade que contem todas as palavras assinaladas. Da mesma forma, em mensagens pelo celular, telefonemas, telegramas, recados e ao vivo. Cá pra nós, o corpo todo ainda está respondendo ao tamanho do baque e a fisioterapia ajudou um pouco hoje e amanhã em sessão especial deverá melhorar mais um pouco. Só não doem as unhas. Ainda não pude sentar aqui pra escrever à vontade e, como gosto, expor minhas impressões do mundo, suas gentes e os fenômenos que me chamam a atenção. Não o fiz por pura falta de tempo e falta também de energia vital. Cheguei de Campina Grande hoje pela manhã depois de tanto tormento, estradas, aeroportos e cadeiras apertadas de aviões. Saudades dos tempos da VARIG. Amanhã tentarei retomar, com cuidado pra não publicar um texto com tantos erros como fiz na terça à noite, sob o impacto da trágica notícia. Me aguardem! Até mesmo porque isso me ajudará em todos os sentidos. Vocês todas (os) me ajudam muito. Só tenho a agradecer. Abraços!

5 comentários:

Anônimo disse...

Imagino como é difícil a elaboração da perda de uma pessoa tão especial em nossas vidas. Confio na sua força e capacidade de superação!!!
Um grande bjo..estou aqui!!!!!
Angela

Socorro Dantas disse...

Caro amigo,

Chegando de viagem, somente hoje fiquei sabendo da partida de D. Neide. Senti muito!

Não conseguindo fazer brotar palavras ideais, te deixo um poema escrito Cazuza para a sua avó paterna, Maria,(aqui, para Maria Eneide) em 1975, quando ele tinha 17 anos. Foi musicado em 1998 por Frejat.
Cantado por Ney Matogrosso, fica belissimo:

"Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás."

Que você guarde sempre as melhores lembranças...

ALFRAPOEMAS disse...

É... velho cantador!
Esta sua situação aguçou-me mais ainda as lembranças da minha mãe que, por coincidência, esteve na mesma situação de D. Neide: com as mesmas enfermidades, internada tantas vezes no mesmo hospital que ela, e perseverante da mesma forma. Até que um dia não deu mais... E eu também estava ausente naquele fatídico instante.
Hoje, rabisquei uns versos, singelos, e divido-os conosco - se puder ser.

Vou lembrar mamãe agora
De forma branda e singela,
Mesmo porque lembrar ela
Me acontece a toda hora.
Meu peito saudoso chora,
Minh’alma se distancia
Buscando aquela que um dia
Foi minha melhor parceira,
“A SAUDADE É COMPANHEIRA
DE QUEM NÃO TEM COMPANHIA”.

Lembro-me bem de uma “peia”
Que mãe me deu, no passado
Por eu pegar um “puxado”
Brincando no pó da areia.
Mas à noite, após a ceia,
Decerto eu descansaria!
Enquanto ela não dormia
Junto à minha cabeceira
“A SAUDADE É COMPANHEIRA
DE QUEM NÃO TEM COMPANHIA”.

Nesses seus cuidados tantos,
Às vezes se angustiava
Se acaso eu choramingava
Buscando o ar pelos cantos.
Mamãe, já chegando aos prantos,
Me abanava e me cobria.
Que falta eu sinto hoje em dia
Da minha santa enfermeira!
“A SAUDADE É COMPANHEIRA
DE QUEM NÃO TEM COMPANHIA”.

Um dia o destino atroz
Numa triste madrugada
Mostrou-me mamãe deitada
Sem luz nos olhos, sem voz.
Nem permitiu seu algoz
Que eu fizesse companhia
A quem não me deixaria
Sem a bênção derradeira.
“A SAUDADE É COMPANHEIRA
DE QUEM NÃO TEM COMPANHIA”.

Um forte abraço, meu irmão!

Alfrânio.

paulo disse...

Ô, meu amigo, sobre Dona Neide: que coisa mais triste. mas é isso mesmo, ela vai sempre estar viva e brilhando, sempre. eu sei porque também "perdi" a minha mas a tenho comigo todos os dias, assim como com os meus irmãos. Vida que é dada, vivida, partilhada, não se perde nunca, se encontra em sonhos e sorrisos de lembranças. Fica a vontade do abraço e por isso a gente chora mas é um choro manso, de olhos alegres. Engraçado que li o blog até o abraço no Gil, depois as contingências aqui me despiram de cor e coragem e não acessei mais. Não que esteja ruim, pelo contrário, tá bão demais e espero que melhore muito ainda mas é que bateu cansaço: fiz 56 anos ontem e vivendo na espreita como vivo, queria festejar; não deu, faltaram os amigos, a parentalha (nada a reclamar, a vida é uma festa).
Um abraço grande para toda a família. Do amigo e da minha família,
Paulo

NETO RANGEL disse...

Meu irmão Capeta, só hoje teve coragem e tempo de ler seu blog, e pela primeira vez tive o atrevimento de escrever alguma coisa, ainda movido pelo sentimento da perda de nossa mãe, que sempre foi nosso norte, e do jeito dela, soube nos ensinar muito.
Com certeza vamos sentir muito sua falta.

Trago para conhecimento, uma poesia que meu amigo e poeta PÉ DE SÔCO nos brindou;

DONA NEIDE FOI MULHER
DE EXPRESSÃO E DE BRILHO
QUE CRIOU A CADA FILHO
COM GARRA E MUITA FÉ
ESTEVE SEMPRE DE PÉ
COMO GUERREIRA VALENTE
MESMO AGORA ESTANDO AUSENTE
SEUS FILHOS PODEM FALAR
NÃO TEM QUEM POSSA PAGAR
O VALOR DA MÃE DA GENTE.

SUA MÃE CHEGOU AO FIM
SE DESPEDIU DESSA VIDA
MAS TEVE A MISSÃO CUMPRIDA
COM CERTEZA TEVE SIM
SERÁ TRISTE E MUITO RUIM
NÃO TÊ-LA AQUI PRESENTE
A LEMBRANÇA É EVIDENTE
A SAUDADE VAI FICAR
NÃO TEM QUEM POSSA PAGAR
O VALOR DA MÃE DA GENTE.

Com lágrimas nos alhos e muito amor no coração, minha eterna admiração pelo meu irmão Capeta, por tudo que ele representa para mim e para todos nós.

Haveremos de suportar a perda e continuar vivendo a alegria que DONA NEIDE sempre teve, e tenho certeza que é assim que ela quer.

Obrigado pelo carinho dos amigos e familiares.

NETO, o irmão que nasceu primeiro.