12 de setembro de 2008

AUSÊNCIA

Vai que o final de semana seja monótono... caldo de chuchu ou coisa que o valha. Na dúvida, um poema de Drummond. Grande!

Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.

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