Palavras e imagens. Impressões e olhares sobre o mundo e as relações. Um pouco de cada coisa: educação, universidade, cultura, arte, política, gente...até poesia e outras formas de escrita.
17 de janeiro de 2009
LEIS DA NATUREZA
Chuva forte e tardia na Rainha da Serra. Chuva boa, prazenteira... temperatura devidamente amenizada, formigas criando asa e tentando voar.
Os pintos e as galinhas fazem a festa, tudo de papo entupido de formigas.
Elas vão saindo do formigueiro e tem três ou quatro já esperando. Vapt! Vupt!
A chuva é a festa da natureza. É a garantia de ceia farta dos passarinhos. A natureza toda retoma seu cio.
É a Borborema se enfeitando de novo pra esperar o friozinho gostoso. Os Ipês já perderam quase todas as flores. Tempo bom pra quem planta.
Ultimamente ando plantando brisa pra ver se colho bons ventos. Chega de tempestades. Hoje é sábado!
15 de janeiro de 2009
SOBRE MOINHOS E ÁGUAS
Desde menino ouvia minha mãe dizer uma frase de efeito que, à época, fazia muito sentido pra mim: "águas passadas não movem moinhos". Era esse um dos seus 'ditos' preferidos. Tinha outro muito engraçado que ainda hoje ela pronuncia, que é mais ou menos assim: "só ligo quem me liga. Se liga num me liga eu também num ligo liga". Mas é sobre as águas passadas que quero comentar.
Tenho feito um esforço hercúleo para não verter e desperdiçar lágrimas novas com tristezas antigas. Feliz ou infelizmente (o tempo dirá!), sou um sujeito preso ao presente das coisas, dos fatos, mas com os olhos permanentemente dirigidos ao horizonte. Quando se tratam de coisas é tudo muito mais simples.
Como não dá pra coisificar sentimentos nem apagar a memória afetiva - como se fosse um simples comando shift+del - sou eterno refém do meu próprio passado, pois é ele que me forja amiude e me referencia para o presente. Porém, o sentimento pretérito não me paralisa nem mobiliza, apenas retém. Uma vez que, quando penso e sinto uso o corpo inteiro, não dá pra ser de outro jeito. Parece confuso e/ou contraditório? Mas quem não é?
Vez por outra sou vitimado por certo sentimento, emprenhado de reminiscências, como quando da abertura de um velho e mofado baú entupido de alfarrábios... e quedo taciturno, sorumbático, de tal sorte que não há canção para tal desencanto momentâneo.
Aprendi a conviver com este movimento (estas idas e vindas) e sinto que ele sempre me faz bem, pois nele me reconheço por inteiro, nele sou exatamente o que sou, sem subtefúrgios, sem máscaras.
Acho uma grande besteira viver o presente como se fôssemos resultado de um certo moto contínuo sem história, sem origem, sem sulcos deixados na estrada que construímos. Da mesma forma, abomino a idéia de viver correndo eternamente atrás de coisas que nunca teremos, de um futuro que muito mais que porvir é representado por uma expectativa de patrimônio material. O "meu primeiro milhão", por exemplo!
Vou continuar perseguindo sonhos e vez por outra viajando ao passado, sem exagerar nem acreditar, como dizia o poeta Jessier Quirino, que "no passado tem muito mais futuro". Enfim, creio que, neste caso, não aprendi muito as lições de Dona Neide, minha mãe. A esta altura do campeonato... fazer o quê?
A ARTE DA GUERRA
Descobri numa lista de mais vendidos que o famoso livrinho (apenas no tamanho) de Sun Tzu é considerado de 'autoajuda'. Arte, no caso, era sinônimo e ofício, sobre o fazer.
Fico me perguntando se é esse o livro de cabeceira dos comandantes do Estado de Israel. E o que dizer dos traficantes dos morros cariocas? E dos traficantes sem-morro, nas cidades de relevo menos favorável a tais práticas e esconderijos?
Acho que o livro de Sun Tzu é um tratado interessante sobre os meandros da política. Muita gente o estuda com afinco, assim como outros da mesma linha escritos já na Idade Média.
O que não entendo é que nunca vi em qualquer livro de estratégias de guerra e de poder a sugestão de dizimar populações inteiras, crianças, mulheres, civis, idosos...
Ah! É que ali é um dos principais berços de todas as religiões ocidentais e orientais e se tratam de povos dos mais religiosos do mundo. Ou seja, tudo que estão fazendo é também em nome de um Deus. O quê?
Disse minha irmã que Herodes foi renascido. Quem sabe? Mas Jesus deve estar bem escondidinho por lá, neste caso!
P.S. A maior piada política do planeta, pra mim, é o tal "Conselho de Segurança da ONU - Organização das Nações Unidas". Perguntem a todos os presidentes dos EUA!
14 de janeiro de 2009
SABER MORRER
Recebi do Cantador, Santanna, uma mensagem interessante com um discurso de Steve Jobs, realizado numa solenidade de formatura de jovens universitários.
Dois trechos me tocaram bastante e reproduzo.
Se desejar ter acesso ao discurso na íntegra está no endereço a seguir.
http://vocesa.abril.com.br/evolucao/aberto/ar_80039.shtml
"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração."
Entendi que viver bem e em paz consigo mesmo é a forma mais interessante de saber morrer. Segue outro trecho do discurso. Observação: a ordem do texto não era esta. Eu inverti propositadamente.
"Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue."
Faloooouu!!!
9 de janeiro de 2009
MATINAL
Cinco e trinta da manhã. Um cheiro forte de café novinho, ainda no fogo... o resto fica por conta da imaginação.
De qual casa poderá vir essa lembrança? Deve ter um acompanhamento de cuscuz com leite quentinho, um ovo frito, um queijo de coalho assado, quem sabe... um pãozinho francês (com manteiga, não margarina) assado, estalando de seco, quebrando feito biscoito cream cracker...
Vou-me embora pra pasárgada.
Aliás, vou terminar logo essa caminhada e correr pra casa. É hora de deixar os instintos falarem por si.
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