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| Foto: Guilherme LR |
Minha avaliação sobre tema "candidatura a acergo eletivo" é bem simples e um pouco egoísta, confesso.
Sou militante político do mesmo partido, o PCdoB, há 40 anos.
Tenho identificação, propósito, compromisso e afinidade até mesmo afetiva.
Uma vantagem: preciso do partido para me sentir bem. Isso tem a ver com pertencimento. Algo que sinto também em relação à UEPB. Não preciso do partido para mais nada além disso. Gosto de servir e não de "me servir" dessa condição.
Não é altruísmo, não é que deseje ser exemplo de nada para ninguém. Porém, no fundo é uma sensação de que este é o meu lugar.
Por outro lado, os 64 de idade, que completarei este ano, me dizem para desacelerar, cuidar mais de alguns sonhos antigos, olhar mais para dentro, para a família, ajudar amigos, transmitir alguma experiência, aprender coisas que passei anos querendo aprender, mas não fazendo efetivamente.
Na condição de psicólogo há 38 anos, e professor há 41 anos, com relações de trabalho registradas há 46 e trabalhador, de fato, há 55 anos... como posso falar sobre qualidade de vida, envelhecimento saudável e bem scedido, se não cuidar eu mesmo de fazer isso comigo?
Enfim, apoio e aposto nos/nas mais jovens, que revelem algum talento e compromisso com certos padrões elementares de ética social e política, e com "sangue nos olhos", cheios/cheias de vontade de fazer coisas novas.
A música me convoca, a literatura me provoca, a vida com arte me convida e aproveitar o tempo de vida que me restar, para fazer coisas que me apaixonem e me renovem, que me movam e me seduzam, que me abram caminhos a novas perspectivas de bem viver.
É isso!
