7 de julho de 2026

A ARGENTINA ENSINA

Pode torcer contra, como torci... Pode secar, como sequei... Pode ficar p. da vida apenas "porque é a Argentina..." Pode pensar, dizer, achar ruim ou o que quiser... Mas meu único sentimento hoje em relação à Argentina é INVEJA!

Não acho que a seleção de lá seja tão melhor que a nossa em termos de valores individuais. Todos os jogadores de lá e de cá são considerados craques nos clubes em que jogam. São referências, à exceção de Messi, que é outra coisa, que não sei dizer o nome.

E a raiz desse meu sentimento de INVEJA é: Como os jogadores se entregam! Como eles demonstram seu espírito guerreiro em campo e uma vontade inabalável de vencer. Não é só o treinador, a tática, o fulano que foi, o sicrano que não foi. Podemos botar culpa até nos astros, no árbitro, nas teorias da conspiração...

Há tempos que não vejo um selecionado brasileiro com "alma", sangue nos olhos, tesão pra jogar pelo Brasil e vontade de vencer. E não basta o "patriotismo" de cantar o Hino Nacional a plenos pulmões.

Não entendo de futebol, mas acho que isso vai mudar no dia em que formarem uma seleção somente com jogadores em atividade no futebol brasileiro, com jeito de jogar do futebol brasileiro. Valerá qualquer tentativa de resgatar a "escola de futebol" que serviu de exemplo pro mundo nos anos 70 e ainda algum tempo depois.

Quase todos os países aprenderam, adaptaram, desenvolveram. E nós temos brasileiros que jogam na europa desde muito jovens, aprendem a jogar "à moda dos europeus", mas quando se juntam para defender suas cores, suas bandeiras, suas histórias, não combatem e vencem como eles.

No mais, seguirei NÃO TORCENDO pra Argentina ganhar novamente a Copa do Mundo. Mas não posso mentir pra mim mesmo, sobre o gosto que dá ver Lionel Messi, aos 39 anos, liderar um grupo em busca de uma reação quase impossível, uma virada pouco provável e seguirem vivos no mundial.

O que eu queria mesmo era ver os nossos jogadores jogando o "nosso futebol", mas que fossem guerreiros como eles são, que jogassem como eles jogam. E quando tombassem vencidos por outros, fazê-lo com honra, de pé, com a sensação de que fomos superados porque os outros foram melhores, não porque os nossos foram frouxos.

P.S. Não falo mais sobre futebol pelos próximos quatro anos.