Palavras e imagens. Impressões e olhares sobre o mundo e as relações. Um pouco de cada coisa: educação, universidade, cultura, arte, política, gente...até poesia e outras formas de escrita.
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4 de maio de 2021
28 de abril de 2021
MINHA IDADE
Tenho a idade das árvores.
Tenho a idade das pedras.
Tenho a idade dos sonhos.
Às vezes sou velho tronco
carregado pela correnteza.
Às vezes pedra
no fundo do leito do rio.
Sinto o tempo e as águas,
passando e passadas,
carregando-me - velho tronco - ou
polindo-me - pedra - em
sua interminável obra.
Por ora, apenas sonho,
velho tronco,
pedra polida.
23 de março de 2019
UM MOTE DO CLUBE DO REPENTE
O relógio do tempo não perdoa
Com o seu tic tac intermitente
Alumia o futuro no presente
E dissipa no ar feito garoa
Pra você sei que fui uma pessoa
Que apertou o botão da fantasia
Seu sorriso até hoje me extasia
Mas faz tempo sumiu do meu radar
Você quer, sem querer, não se lembrar
Mas de mim tem saudade todo dia!
Eu duvido que passe um só minuto
Sem que sinta, sutil, minha presença
Você foi condenada e a sentença
Prolatada em juízo absoluto
É levar no seu peito esse matuto
Que emprenhou seu viver de poesia
E você nessa sua apostasia
Não esconde o que quer quase gritar
Você quer, sem querer, não se lembrar
Mas de mim tem saudade todo dia!
Rangel Junior
Mote: Nenem Patriota
Com o seu tic tac intermitente
Alumia o futuro no presente
E dissipa no ar feito garoa
Pra você sei que fui uma pessoa
Que apertou o botão da fantasia
Seu sorriso até hoje me extasia
Mas faz tempo sumiu do meu radar
Você quer, sem querer, não se lembrar
Mas de mim tem saudade todo dia!
Eu duvido que passe um só minuto
Sem que sinta, sutil, minha presença
Você foi condenada e a sentença
Prolatada em juízo absoluto
É levar no seu peito esse matuto
Que emprenhou seu viver de poesia
E você nessa sua apostasia
Não esconde o que quer quase gritar
Você quer, sem querer, não se lembrar
Mas de mim tem saudade todo dia!
Rangel Junior
Mote: Nenem Patriota
13 de junho de 2017
Glosas sobre o tempo
Eu sou traça que come seus papéis
Apagando seus traços de memória
Sou alzheimer que apaga sua história
Sua perda dos dedos e anéis
Seus poetas, cantores, menestréis
Ou mentira que fez virar verdade
Eu resisto ao vigor da tempestade
Ou ao teste da força do dinheiro
Sou o tempo feroz e traiçoeiro
Dizimando o vigor da mocidade
Sou a vista, que cansada pede lente
Sou as juntas doloridas, reumatismo
Horizonte desenhado como abismo
Os teus dias a menos pela frente
Sou a corda do sino renitente
Que te põe cara a cara com a verdade
A calvície que indica a tua idade
A coluna que dói o tempo inteiro
Sou o tempo feroz e traiçoeiro
Dizimando o vigor da mocidade
Rangel Junior
Mote: Zé Bezerra
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