24 de janeiro de 2008

sem título (como uma tela inacabada)

marbessamarbombomàbeça...
mar que lavalma
- marmeleva!
mar responde... levo somente parte!
sentimentoquesómenteésentimento
não transfigurado em vida... foi-se!
mar levou! mar levou!
águamedeuágualevou!
marbessamarbom... bom à beça!
jacaréravel? saxsóessesom!
bolero, vinícius, sorrisos, traquinagens...
como uma onda no mar.
bêbados descem do barco,
inventam ser náufragos
ouvindo ravel... de longe...

23 de janeiro de 2008

IMPRESSÕES DE JANEIRO

Depois de uma estrada relativamente tortuosa e esburacada, começo a tirar algumas conclusões sobre algumas coisas. Tou entrando em férias e tentando reconstruir, juntar pedaços de mim, espalhados pela crueza da vida cotidiana e o que pude receber dos amigos. Amigos: uns me ofereceram sempre mel, sorrisos, compreensão, lealdade. Outros nem tanto! C'est la vie! Claro que são conclusões provisórias, mas lá vão algumas delas. 1. Não alimento ilusões sobre o mundo, a vida, as pessoas. Tenho sonhos e tento transformá-los em realidade com aquilo que a minha moral revolucionária vai moldando; 2. Do mundo, espero sempre o desenvolvimento e uma melhora geral pra maioria; 3. Da vida, espero que ela "me dê régua e compasso" pra que eu possa traçar meus caminhos e usufruir gotas de felicidade aqui, acolá. Continuo provando e vivenciando permanentemente céu e inferno! Ou não é isso a vida? 4. Das pessoas, apenas espero lealdade... o que nem sempre é possível; Quanto ao mais, nunca fui um otimista. Aprendi com Marx, citando um filósofo (ou seria um poeta?) que agora não lembro o nome, mas que em síntese dizia: "nada que é humano me é estranho". Em vez de otimismo continuo com um forte sentimento de esperança geral no mundo, na vida, nas pessoas. Um dia tudo será somente memória! Um dia eu serei apenas memória! Um dia não serei nada mais que informação genética transmitida! A mim alegra-me o fato de deixar alguns poemas, canções e breves escritos. Se alguém vai ler ou ouvir é uma outra história... Se vai ser 'tocado' aí é mais uma outra história...

9 de janeiro de 2008

ALGUMAS IMAGENS, SENTIMENTOS E BOAS LEMBRANÇAS PARA 2008

IMAGENS, SENTIMENTOS INVISÍVEIS 1. A primeira acerola (que mais parece uma maçã) de minha aceroleira, que outrora quase foi destruída pelas formigas roçadeiras; 2. O sorriso de Vinícius, cada dia mais humano, largo, solto e sem-vergonha... e as tantas lágrimas emocionadas que deixei cair pelo encantamento com suas peripécias, invenções e reinvenções que consegue provocar no amoroso coração de pai-filho; 3. O décimo-quinto reencontro de fim-de-ano com os amigos Waldir (que agora só bebe cerveja sem álcool), Roberto e Eduardo... e nossos 79 chopes, que me ajudaram a colocar pra baixo a pedra que estava no meio do caminho; 4. O reencontro de fim-de-ano com os irmãos e todas as nossas noitadas e rodas de violão na casa de Dona Neide (que continua firme como ponto de referência, verdadeira liderança afetiva da família); 5. A vitória da democracia e da competência política com a aprovação das leis dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração da UEPB. A Assembléia Legislativa aprovou por unanimidade a proposta do CONSUNI e o projeto de lei do governador do Estado; 6. O telefonema de Santanna, o Cantador, pedindo autorização pra gravar minha Florbela... receber depois seu email com a mostra da canção já gravada... 7. O fortalecimento dos laços amorosos, da cumplicidade, da sedução, da união e da confiança no futuro junto a Camilla; A LISTA CONTINUA...

21 de dezembro de 2007

SOBRE OS SONHOS...

QUAIS SÃO OS SEUS?
Fico me perguntando quando em vez se tenho o direito de me imiscuir nos sonhos dos outros.
Confesso! É uma curiosidade que tenho e faço desta singela publicação e confissão um repto a Taiguara, a você que me lê.
Leia Mário Quintana.
"Se as coisas são inatingíveis... ora! não é motivo para não quere-las... Que tristes os caminhos, se não fora a magica presença das estrelas!"
Os meus amigos todos, creio eu, devem ter seus sonhos. Uns mais secretos, outros inconfessáveis, outros que devem ser públicos. Você confessaria o seu maior sonho?
Este Ipê Amarelo (que foi alvo até de projeto de lei para que se transformasse na árvore símbolo do Brasil) será minha árvore de natal. Ele está plantado no canteiro central da aveninda Floriano Peixoto, quase em frente à Churrascaria do Alexandre, no Centenário, em Campina Grande.
Não fosse árvore, não estivesse obrigada a aceitar e conviver com cachorros que amiúde mijam em seu tronco, fumaça de óleo diesel, bêbabos que o utilizam como escora na travessia da avenida... não fosse tudo isso, quem sabe quisesse ser somente sombra, somente flores.
Imagino assim o sonho do Ipê: uma árvore que sonha ser somente flor, uma árvore transformada em flor. Talvez por isso eles se concentrem durante o ano inteiro, fiquem feinhos, ressequidos, sem folhas... depois vão juntando forças, lapidando seus sonhos internamente e se preparando para o grande momento entre outubro e dezembro.
Desta vez alguns Ipês, teimosos, ainda exibem sua exuberância floral em plena véspera de natal. Muitos já perderam completamente as flores (já haviam perdido as folhas antes). Outros, como estes da foto, com a ajuda do celular, quase se transformam em pintura impressionista.
Vai entender essas árvores! Ando por aí prestando atenção em coisas, em cores, em odores, em gente...
Cá com meus botões eu fico matutando, ruminando (como costuma dizer o filósofo Biu) sobre meus sonhos e a construção de caminhos para realizá-los.
Qualquer hora dessas escrevo sobre eles... Por falar em sonhos, qual a última vez que você parou pra ouvir atentamente um passarinho cantar?

14 de dezembro de 2007

MARKETING CONFUSO

Cada dia me convenço mais de que esse negócio de marketing não é pra quem quer, mas pra quem ou sabe ou ao menos leva jeito. Vou mostrar nas próximos postagens uma pequena prova do que estou dizendo. Vinha eu tranquilamente saindo da feira no último sábado, perto do meio dia, e me deparo com este anúncio. Não resisti. A primeira sensação que tive foi uma mistura de confusão com vontade de rir. O que está mesmo à venda é o carro, claro. Mas reflita e me diga se a mensagem não tá truncada? Quantas mensagens não podem ser tiradas destas imagens e textos? O que está mesmo à venda? De quebra, aproveito e faço aqui um comercial gratuito pro cidadão. Eu, hein?