13 de agosto de 2014

ESTUPIDEZ NÃO TEM LIMITES 2

Realmente, a estupidez humana não tem limites. Aliás, estupidez humana - na verdade - é uma redundância, pois não? Afinal ninguém nunca, jamais, em tempo algum, ouviu falar em estupidez de um jegue, de um leão ou um jabuti.

Pois bem. O Brasil inteiro (e mesmo no planeta em geral, quem acompanha a política brasileira) ficou chocado com a noticia da trágica morte de Eduardo Campos, ex-governador do Estado do Pernambuco e candidato à Presidência da República em 2014. O Brasil inteiro? Menos uns milhares de seres estúpidos que, em vez de consternados com a perda, de se mostrarem solidários com as famílias de Eduardo e dos outros tripulantes da aeronave que caiu, correm pra tentar transformar o fatídico episódio em tema político.

Pura estupidez! No momento em que escrevo este texto, menos de 4 horas após a noticia do acidente, 24.728 pessoas publicaram no Twitter com a expressão "Foi a Dilma". Enquanto isso, apenas 21.875 fizeram referência direta a Eduardo Campos. O interesse daquelas pessoas é claro: vincular a queda do avião onde estava o candidato a uma suposta culpabilização da Presidente Dilma, candidata à reeleição.


Definitivamente, como registrou o pensador Einstein, assim como o universo, a estupidez é infinita. Neste caso, as manifestações desta natureza, mais que uma opinião política, uma manifestação que possa alterar a análise de outrem ou mesmo o seu voto, revelam a insensatez, a ignorância e extrema estupidez e mesmo a índole, a fragilidade da formação moral e da educação de quem escreve.

Uma lástima!

11 de agosto de 2014

PAIS E FILHOS

Dentre as incontáveis lições que aprendi com meus filhos, talvez a mais importante tenha sido a libertação de uma certa mania de querer aprisionar o tempo.

Explico: muitas vezes, quando eu experimentava um momento de muita felicidade, ternura, uma sensação muito boa, ficava racionalmente tentando congelar aquele momento, tentando registrar para arquivo nalguma zona específica do cérebro para que aquele instante jamais se desgrudasse da minha memória.

Eis que a vida, cruelmente, me ensinou que as memórias mais dolorosas ficam gravadas de uma maneira tão aleatória e tão autônoma que são aquelas que, de maneira mais recorrente, voltam mais vivas ao nosso cotidiano. Precisamos aprender a mudar essa lógica.

Pois então. Meus filhos me ajudaram a desfazer aquela crença banal que eu tinha. Os momentos singelos e tão fugazes que vivenciei e vivencio até hoje com eles se encarregaram de jogar por terra a minha tese. Aprendi a deixar acontecer, a olhar, experienciar e curtir cada momento com a emoção que lhe convém nesse sistema aleatório de escolhas que nosso inconsciente vai fazendo e formatando como método individualizado ao longo dos anos.

Ou seja, depois de tanto tempo, acredito que estou aprendendo a me guiar por aquela máxima, de "viver cada momento como se fosse único" - o que eles são, em verdade - e deixar que a parte do organismo responsável pelo registro se encarregue de fazer seu trabalho independente de vãos comandos racionais.

Os resultados têm sido fantásticos. Aprendi a me emocionar mais, a chorar mais, a gargalhar mais - às vezes feito um perfeito idiota - e tenho notado que estou me transformando num ser humano melhor, por estas razões. Se não melhor para os outros, ao menos me sentindo como uma pessoa melhor e mais condescendente consigo mesma.

Meus filhos são o maior barato. Meus filhos são o máximo e me enchem de uma espécie de orgulho besta, de uma empáfia estranha ao meu habitual jeito meio contido de ser, de uma alegria incomum por tê-los como filhos e poder desfrutar, vez por outra, de raros momentos que somente eles são capazes de oferecer.

Por estas e outras tantas razões que não caberiam neste pequeno texto, o Dia dos Pais pra mim sempre foi e continuará sendo quase todo dia, quase toda semana, quase todo mês. Basta que um momento mágico seja criado, um gesto, um sorriso, um abraço, um afago qualquer seja ofertado e lá vou eu feliz da vida, radiante, o peito cheio de regozijo por estar vivo e ter essa fortuna que a vida me presenteou.

8 de agosto de 2014

Estupidez não tem limites

Se descobrisse uma fórmula para limitar a estupidez humana, eu juro, pode crer, não patentearia. Não quereria nem registro de autoria, (™)  ®... Nada!-
Código aberto pra quem quisesse replicar, aperfeiçoar, desenvolver, redistribuir, reinventar...
Ah, como seria bom!

31 de julho de 2014

QUEM SOUBER ATIRE A PRIMEIRA LUZ

Se as nuvens não me compreendem vou me preocupar?
Problema delas...
Cacei tantos arco-íris e aprisionei nos olhos tantas estrelas cadentes que nada mais me faz temer a escuridão.
Ainda hoje vi, da estrada, uma dessas mergulhando, lá no rumo noroeste.
Sei lá se existe luz para além do prisma que perfurou meus olhos com os primeiros raios solares de um dia qualquer de novembro.
Melhor cantar uma canção e deixar-se levar pelo inusitado som destas 4 cordas, irmanadas em busca de algum equilíbrio ou som universal.
Poderia denominá-las Sol Do Mi La...
Posso também chamá-las de Waldir, Roberto, Junior e Duda.
Procuro apenas um som que nos traduza e que pode se chamar fraternidade.
Procuro apenas a cura para todo o mal, e que pode se chamar apenas AMOR.

Quem souber que me ensine...

26 de julho de 2014

Amigos e amigas.

Há 8 anos e meio resolvi criar este blog e de até aqui consigo que cumpriu razoavelmente aquilo que deu sentido à motivação inicial de sua criação.
Altos e baixos em termos de publicação, freqüência, periodicidade... Vejo que minha relativa regularidade e certa estabilidade em tantas outras coisas não se repete por aqui.
O ato de escrever continua sendo algo muito prazeroso pra mim, mas confesso que andei sacrificando-o por outras tantas escolhas menos felizes. Na maioria das vezes forçado pelas circunstâncias e noutras tantas por falta mesmo de volição. Não que tenha deixado de "ter coisas a dizer".
Não vou prometer nada que não possa cumprir, mas somente pelo fato de ter sentido saudade de bons contatos feitos, de boas interlocuções neste espaço, de fato, confesso que me bateu uma vontade danada de voltar a escrever com mais compromisso, publicar poemas, crônicas, contos, impressões do cotidiano...
O facebook não pode substituir um espaço como este que tem outra natureza, outros objetivos e se propõe também a alcançar outros interesses, longe da fugacidade de uma espécie de "linha do tempo" que cai e se renova a cada segundo.
Vamos ver se a vida me reserva e me oferece um pouco mais de paciência de modo a me permitir voltar sempre.
Vou ver se vocês ainda estão por perto.
Como dizia o pensador, na volta ninguém se perde.