Palavras e imagens. Impressões e olhares sobre o mundo e as relações. Um pouco de cada coisa: educação, universidade, cultura, arte, política, gente...até poesia e outras formas de escrita.
8 de junho de 2012
DROGARIA VENDE O QUÊ?
Diálogo (im)pertinente.
No interior do carro, Vinícius lê uma grande placa e pergunta:
- Papai, "drogaria" é o quê?
- É o mesmo que farmácia, filho. Respondi.
Com sua habitual sinceridade, o garoto questiona:
- Não seria melhor o nome "farmácia"? Assim confunde, pois a gente pensa que lá eles vendem "droga de verdade".
Essa nossa língua brasileira...
6 de junho de 2012
DO DIREITO DE FURAR FILAS
Impressionado com uma cena da qual fui protagonista
hoje. Registro o ocorrido enquanto descanso o juízo das leituras
obrigatórias.
Precisando realizar um pagamento aproveitei pra fazê-lo numa
lotérica e, de quebra, arriscar uma chance de acrescentar uns seis zeros à
direta no saldo bancário.
Doze pessoas na fila, dentre elas uma senhora septuagenária
e um senhor de aparência idem. Em posições diferentes. Duas garotinhas de aproximadamente 12
e 10 anos respectivamente. Os outros todos eram homens. Julgo entre 25 e 50,
meu caso.
Eu, o último da fila. Uma senhora aparentando idade próxima
da minha chegou depois reclamando da fila grande e vai em direção ao caixa. Pede
ao segundo da fila para pagar sua conta dizendo estar com pressa. O cidadão
imediatamente diz: “pode entrar aqui na minha frente”.
Indignado, dirigi-me calmamente ao senhor e disse-lhe que
ele precisaria consultar a todos da fila se aceitariam que aquela senhora “furasse
a fila”, pois todos e cada um tinham suas razões para querer sair dali o mais
rapidamente possível. Pois não é que o rapaz se zangou? Respondeu-me, já
alterando o tom, que botaria na frente dele quem ele quisesse. Até mesmo eu, se
me achasse merecedor. "Estou no meu direito", sapecou a sentença!
Respondi que não. Esclareci que não queria passar adiante e
que apenas defendia o meu direito e de todos em esperar cada um a sua vez. Como
vi que ia esquentando o debate e ninguém reagia positivamente à minha
intervenção, voltei pro meu lugar quase humilhado. De quebra perguntei àquela
senhora mais idosa: “qual sua idade?” Ela: “setenta e quatro, moço, mas eu não
vou pra frente porque às vezes ficam me xingando".
Num impulso peguei a senhorinha pelo braço e a levei à “boca do caixa”. Exigi
que ela fosse atendida e voltei pro meu lugar. O sujeito do início da história
ficou me insultando e defendendo o “seu direito” até o final, no que foi
apoiado por mais dois da fila.
Eu hein? Não entendi foi nada! Recolhi-me à minha insignificância, pois não sou homem de bater boca em fila de nada. Quer dizer, enquanto ninguém passa à minha frente.
Só sei que a velhinha (isso mesmo!) passou por mim, tocou
meu braço e disse baixinho: “brigado, moço! Ô, povo mal educado!”
Fiquei ali em silêncio, com aquele sorriso maroto de canto
de boca. Quer dizer, eu e meus botões. Vôti!
11 de maio de 2012
RETA FINAL E MOBILIZAÇÃO VITORIOSA
Gostaria de dirigir-me aos estudantes, técnicos e
professores que têm abraçado e defendido nosso projeto e nossa campanha.
Temos enfrentado com respeito e galhardia todas as
manifestações adversas, muitas das vezes pejorativas e ofensivas contra a nossa
candidatura.
Mantivemos até agora uma postura e seguiremos até a
quarta-feira depois da apuração dos votos com a mesma atitude respeitosa em
relaçao aos/às outros/as candidatos/as. Aliás, mesmo após as eleições.
A campanha tem acontecido nos últimos dias de forma tão
ampla e voluntária que não há como manter controle sobre ações, atividades,
manifestações que vêm acontecendo em todos os câmpus.
A campanha já é de todos! Esta é a maiora riqueza! Este é o
grande momento para agregar convergências, tensionar vontades e coletivos,
motivar e mobilizar energias individuais, galvanizar sentimentos, converter
toda essa energia em ação política.
Agradeço a você individualmente pelo engajamento. O fato de
estarmos numa transição importante exige que mobilizemos muitas pessoas para
votar. A participação do maior número possível de eleitores fortalecerá o
processo democrático e dará à futura gestão maior credibilidade e
representatividade.
Esta representatividade será de fundamental para o diálogo,
a negociação e a condução de todos os processos na UEPB, para os próximos
gestores, assim como têm a Professora Marlene Alves Sousa Luna e o Professor
Aldo Bezerra Maciel.
Vamos juntos! Mãos dadas! Substituindo o cansaço pela
esperança e alegria da vitória!
Meu abraço.
Rangel Junior
P.S. UM FATO INTERESSANTE: Ontem, nossa coordenação de
mobilização promoveu um espetáculo no Teatro Municipal Severino Cabral, em CG.
Os convites ao custo de R$ 10,00 (dez reais) ajudariam como fundo de campanha.
Uma das chapas concorrentes entrou com reclamação no PROCON, exigindo a oferta
de meia-entrada. Nós colocamos os convites ao preço de R$ 20,00 (INTEIRA) e R$
10,00 (MEIA). Pois não é que teve muita gente que fez questão de pagar INTEIRA?
Espero, sinceramente, que eles tenham ido assistir à peça e colaborado com
nossas finanças. ;)
6 de maio de 2012
QUASE UM DESAGRAVO
Senhoras e Senhores!
Prezados/as estudantes!
Caríssimos/as servidores/as técnicos e docentes
da UEPB!
Peço-lhes as devidas desculpas pela
publicação do material que segue. Porém, considero necessário. Considero pedagógico.
Considero realmente imprescindível para que se faça a comparação entre as
propostas (e posturas) dos que disputam o governo da UEPB pelos próximos 4
anos.
Os excertos a seguir são da criativa lavra
de um servidor técnico-administrativo da UEPB, concursado, um dos coordenadores
de campanha de um dos candidatos à reitoria da Universidade.
O texto integral está amplamente
distribuído em lista (aberta) de endereços eletrônicos de membros da comunidade
universitária.
Sem entrar no mérito das questões, gostaria
que vocês apenas façam a leitura e comparem as formas de tratamento, as
adjetivações, a responsabilidade com a reputação alheia, o respeito
institucional, a civilidade...enfim, aquilo que define a conduta, o perfil de
cada candidatura.
Não é estranho que, ao lado deste fato, o
candidato tão bravamente defendido pelo escrevedor, tenha ocupado a mídia nos
últimos dias para praticar atos assemelhados, não com a mesma classe, pois,
desta feita, na maioria das vezes ao vivo.
Deixo ao critério do/a leitor/a o
julgamento, que envolve forma, conteúdo e atitude.
Preste atenção, por favor, às expressões
grosseiras usadas pelo “colega” quando se refere a mim e ao conteúdo
preconceituoso e nitidamente homofóbico com que se refere a um outro colega da
Universidade.
(...) “o continuismo da Reitora, o Prof.
Rangel, que, pra não perder o costume, cometeu mais um flagrante delito
eleitoral “
(...) “o “legalista” Prof. Rangel “ (...) “descarado
Rangel”.
(...) “ele parecia aquele menino buchudo
que é flagrado metendo o dedo na panela de brigadeiro”
(...) “aquele olhar de ‘gato ladrão’...”
(...) “Caro Pró-Reitor de Arte e Cultura da
UEPB, Prof. Peneira (...) se entenderes como tal, e minha picardia não o
agradar, lamento, pois meu único intento é simplesmente encher-lhe do gozo da
verdade, nas profundezas de suas entranhas do seu ide, ego e principalmente
super-ego, e fazer-lhe uma pessoa mais alegre, ainda mais gay no sentido
estrito da palavra, enfim, feliz com a nossa futura Universidade plural, UMA
UNIVERSIDADE DE TODOS E PARA TODOS!”
(...) “Arbitrário Prof. Rangel,”
(...) “RANGEL, CHEGA DE MENTIRAS!”
=x=x=x=x=x=x=x=x
Faço aqui uma reflexão e convido você a
pensar comigo:
São estas pessoas que querem governar a
UEPB? Com estas atitudes? Com esta formação? Com este nível de compreensão da
sociedade? Com esta visão de mundo? Com este tipo de conduta política? Com este
posicionamento social?
Lamentável que tenham resvalado para este
território. Uma pena!
Insisto com nossos/as apoiadores/as,
militantes e eleitores/as: NÃO ENTREMOS NESTA JOGADA. NÃO ACEITEMOS TAIS
PROVOCAÇÕES. NÃO RESPONDAMOS A TAIS INSULTOS. DEIXEMOS QUE SE DESTRUAM POR SI.
Meu abraço fraterno e solidário.
Prof. Rangel Junior
13 de abril de 2012
SELO DE QUALIDADE, A UEPB E O DIREITO
Não há como não confessar que recebi com alegria, e um certo regozijo, a notícia de que os dois cursos de Direito da UEPB, CCJ-Campina Grande e CH-Guarabira, haviam recebido um "Selo de Qualidade* da OAB". Leia aqui...
NOTA: A imagem ao lado é da maquete digital do Escritório Modelo do CCJ que está sendo concluído no Presídio do Serrotão, Campina Grande, onde a UEPB instalará um Câmpus Avançado.
No momento em que a Universidade (e os resultados dos últimos anos em termos de investimentos e gestão) vem sendo afrontada externa e (em certa medida) internamente, me parece que a notícia, por incrível que possa parecer, deve desagradar a alguns.
Talvez esta seja uma, dentre tantas outras, boa resposta acerca de como e onde os recursos da UEPB são aplicados após a Autonomia.
Existem demandas e demandas em relação a estrutura física, problemas históricos acumulados em 46 anos, as chamadas obras de pedra e cal. Estas são importantes!
Porém, há obras que não podem ser vistas, tateáveis, que não são palpáveis como uma sala ou uma parede nova.
Uma destas obras fundamentais é o investimento no ser humano.
Acreditar nas pessoas, em suas capacidades, estimular sua qualificação, apoiar suas iniciativas, dar suporte material aos seus projetos, assegurar-lhes a tranquilidade institucional, remuneração digna e compatível com o cargo e função...
Ah, não! Esta obra só aparece a olho nu, só é de fato vista com o tempo. É quando as árvores frondam, atingem maturidade, safrejam (não procure esta palavra no google!), oferecem-nos seus melhores frutos, que alimentarão o nosso povo, que se transformarão em novas sementes, que serão semeadas, que gerarão novas árvores...
Eis o ciclo do investimento em educação. É preciso compreender isto. É preciso gritar que investir em educação é investir com eficiência e paciência?
Creio que estes resultados falam por si.
Parabéns à comunidade do CCJ-Direito (Campina Grande) e do CH-Direito (Guarabira). Parabéns UEPB!
É esta Universidade que centenas de professores e técnicos e milhares de estudantes constroem na Paraíba.
* Guardo minhas divergências com certas nuances de certos modelos de ranqueamento de instituições educacionais. Não são, todavia, insanáveis.
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