14 de março de 2010

POEMA PARA UM DOMINGO MEIO BLASÉ

Num domingo amanhecido cedo, entre papéis, letras, teorias e tentativa de concentração no estudo... uma pausa, um breve passeio pelas cordas do violão e este poema no juízo.
Oswaldo Montenegro - Metade.
Divido com você.

13 de março de 2010

AQUECIMENTO GLOBAL

Dia desses uma estudante se aproximou após uma discussão e me perguntou reservadamente: "professor, o senhor acredita mesmo nessa história de aquecimento global?"
Fiquei meio sem jeito pra responder com medo que meu posicionamento pudesse influenciá-la sem que eu tivesse tal intenção. Respondi apenas que pra mim não era uma questão de acreditar ou não. Isso não é assunto de crença, fé, coisas do gênero. Pode ser verdadeiro, pode ser que não. Uma coisa é certa: eu tenho sentido um "calor dos infernos" nos últimos meses. Em Campina, em João Pessoa, em Fortaleza, em Patos, em Monteiro...
Se quiserem chamar de 'aquecimento global' aí não é comigo, mas que eu estou vendo a hora minhas pobres galinhas botarem ovo pré-cozido isso é bem verdade...
Eita! Vou logo aumentar a velocidade do meu ventilador que no 01 não está dando conta...

POSTAGEM COMEMORATIVA

Esta postagem tem o objetivo quase único de comemorar a volta do sinal da internet (velox) à minha residência.
Há mais de quinze dias com problemas na internet caseira, tive que me virar várias vezes para resolver problemas com a correspondência pelo celular. Apesar da visão em ordem, ninguém merece navegar numa tela de 2,5 polegadas, com letrinhas menores que um milímetro, salvo em casos de urgência.
Depois de exatos cinquenta minutos de prosa com computadores e atendentes da oi/velox aconteceu um milagre. Aliás, dois. Sou capaz até mesmo de explicá-los e registrar a suspeita de que não houve milagre algum.
Primeiro porque o amigo Dailton Lucas me ensinou que todas as vezes que ligar para os serviços de atendimento das empresas telefônicas ou congêneres, uma vez que a ligação é gravada, o cliente tem o direito, pelas regras, de pedir para ser enviado pelos correios um CD com a gravação de toda a conversa. Segundo porque agi diferentemente: logo no início do atendimento registrei que queria receber a gravação. Creio que isso mudou substancialmente a forma de atendimento.
Por fim, para minha surpresa, em pleno sábado à tarde, quatro horas e meia depois da reclamação, eis que chega à minha casa um técnico muito solícito para resolver o meu problema.
A decepção (ou quase): chego em casa quase às três da tarde, cansado e com fome e resolvo ligar o computador pra ver se o sinal havia voltado, como sempre havia feito nas últimas duas semanas. Enquanto o PC inicializa vou à cozinha beber água e escuto um chamado pela campanhinha. Quem? O técnico da oi/velox. Recebo o cidadão, entro com ele em casa e nos dirigimos para o computador. O que acontece? Está lá o sinal da internet 100% e feitos todos os testes o rapaz me diz que não pode fazer nada porque simplesmente não tem o que fazer.
Vai entender...

9 de março de 2010

O DIA SEGUINTE

Hoje, feliz da vida, um almoço especial, muita salada e, claro, o Gerimum de que falei. Incluindo à mesa a minha irmã mais querida... e única! Mas, por que estou falando assim se isso não é uma diário íntimo? Será que não? Por que estou expondo assim minhas intimidades?

Talvez felicidade pelas interlocuções todas e pra confessar que é bom tocar no sentimento alheio, essa busca universal a que se demandam os poetas. Não que eu tenha querido sê-lo, mas tão somente espalhar aos quatro cantos um sentimento entalado de saudade que, mais adiante, o tempo se encarregará de transformar em saudade boa, até quem sabe, sorridente, alegre.

Por enquanto, deixo-vos com a primeira Pitanga colhida por Vinícius do meu pequeno pomar e saboreada a três.


8 de março de 2010

AH, ESSAS MULHERES... OU, SOBRE COMO UM SIMPLES GERIMUM FAZ LEMBRAR UMA GRANDE MULHER

O gerimum é também chamado de abóbora em alguns lugares, assim como a macaxeira é chamada de mandioca, de aipim. Nem sei se é assim mesmo...

A verdade é que eu queria falar do gerimum que comprei na feira central de Campina Grande, no último sábado. Olhos marejados e aquela sensação de que ela estava por perto. Sou freguês de Seo Chico há uns 6 anos, desde que voltei de Fortaleza. Dona Neide me indicou o lugar exato onde eu poderia encontrar um gerimum caboclo toda semana, sequinho, daqueles que ao serem cozinhados ficam com a consistência de um bom inhame... sem derreter. É como se comprasse uma coca-cola. Explico: você sabe que encontrará tal sabor sempre... onde estiver.

Pois bem! Desde dezembro que eu me boicotava todos os sábados evitando inconscientemente a ida à feira central.  Esta rotina semanal me traz recordações ainda muito caras e, de certo modo, lacrimejantes. Camilla desvendou o mistério quando cheguei com a xepa e não deu outra, me derramei em saudades assumidamente dolorosas de minha mãe.

Tudo por causa do gerimum. Olhei praquele balaio de sempre, bonito... e a moça ainda perguntou: vai levar gerimum hoje, professor? Não resisti! Inevitável a lembrança de Dona Neide, o seu alimento mais sólido na refeição do meio dia pelos últimos anos, vez que quase nada estava liberado por conta de suas dificuldades de saúde.

Revejo suas imagens, algumas no hospital, outras em nossas sempre animadas festas, outras simplesmente no cotidiano caseiro... em tudo me faz lembrar uma grande mulher. Em tudo Dona Neide me faz acreditar na força e na coragem das mulheres quando têm um sonho, um projeto de vida, um algo por que lutar. E ela só tinha um projeto de vida: os filhos! Pode parecer pouco para alguns, mas era tudo pra ela. O orgulho de criar, educar, transformar em gente de bem aqueles molequinhos danados dos remotos tempos de Juazeirinho.

Hoje, Dia Internacional da Mulher, eu bem que poderia fazer algum proselitismo aqui e listar um bocado de mulheres inteligentes, bacanas, guerreiras que conheço, mas não. Resolvi concentrar tudo numa imagem só de mulher, miúda, frágil no andar dos últimos anos, frágil na emotividade em que se derretia vez em quando nos últimos tempos e tão forte em sua simplicidade, em seu projeto de vida singelo e arrebatador.

É pra ela que rendo todas as minhas homenagens hoje. E o gerimum está lá, à espera que eu crie coragem de pô-lo ao fogo pra acompanhar  e degustar o primeiro pedaço com um pouco de azeite, orégano, algumas gotas de shoyo e uma boa dose de cachaça. Hummmmmm!

Salve, salve! Essas mulheres...