14 de maio de 2008

A TRINDADE DO FORRÓ

Hoje, 14 de Maio, completamos 01 ano sem Marinês, a Rainha do Xaxado.
Compus esta canção há aproximadamente seis meses. Está registrada, mas ainda não gravada. Brevemente disponibilizarei o audio ou um video no youtube.
Dispensa comentários.
A TRINDADE DO FORRÓ Voa, voa, Linda sabiá agreste Vai cantar noutros lugares Saudade do meu nordeste Vai te juntar ao Luiz, O eterno Rei do Baião Um outro Rei chegou lá Com seu pandeiro na mão Leva o triângulo E o chapéu de cangaceira. Majestade do xaxado, Faze inveja ao curió. Com tua luz Clareia nossas quimeras Vai compor noutras esferas “A trindade do forró!”

7 de maio de 2008

EU QUERO MEU SERTÃO DE VOLTA!

No dia 05 de março de 2008 recebi mensagem de Lêda Dias, enviando manifesto assinado por Anselmo Alves. Somente agora o publico. O tempo não mudou! O São João de Campina e o dia-a-dia da cidade que o digam. Leia e reflita, por favor!
(Foto: Timbaúba ressequida na Escola do Cajueiro, UEPB, Catolé do Rocha - PB - rjr) "Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão de Pernambuco, e assistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças, bares, e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssima qualidade que, não raro, desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem. O que adianta as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta “beber, cair e levantar”, ou “dinheiro na mão e calcinha no chão” ? O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam à violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando “vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado” ? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois de beber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhas e enteadas? Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro e interesses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade. E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos? Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forro! O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula! O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual! O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró! E se apresentam como bandas de “forró eletrônico”! Na verdade, Elba Ramalho e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80. Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática! Os arranjos executados são parecidos! Pouco se pesquisa no valioso e grande arquivo gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral. Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical! Não, meus amigos: não é conservadorismo, nem saudosismo! Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho! Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo! Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo! Mas, felizmente, há exemplos que podem ser seguidos. A Prefeitura do Recife tem conseguindo realizar um São João e outras festas de nosso calendário cultural com uma boa curadoria musical e retorno excelente de público. A Fundarpe tem demonstrado a mesma boa vontade ao priorizar projetos de qualidade e relevância cultural. Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada, ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos! Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores! Eu quero o meu sertão de volta!" Anselmo Alves

6 de maio de 2008

UM PASSAPORTE CHAMADO FLORBELA

"Eu não pensei que fosse proibido Amar de longe e de perto Com o mesmo coração (...)" Esses são os versos iniciais daquilo que se transformou em meu passaporte para o pernambuco. Tendo à frente o amigo Zenobre (primeiro à esquerda na foto), que foi o verdadeiro abridor de portas, divulgador e articulador, fui à cidade do Recife dar entrevista ao Xico Bizerra (o primeiro à direita), no programa "Forró e ai" da Rádio Folha. Ainda na foto, ao centro, Tereza Accioly, produtora, viúva de Accioly Neto (pra quem não sabe, autor d' A Natureza das Coisas. "Se avexe não / amanhã pode acontecer tudo / inclusive nada .../, entre tantas outras) e Lina Fernandes, apresentadora do programa, junto com Xico Bizerra (compositor dos bons). O programa é merecedor de destaque, pois, além de tocar somente o forró P.O., se desenvolve num clima descontraído, leve eo tempo passa tão rápido que quando você se dá conta está acabando. Por onde andei em Recife fui super bem tratado (daquele jeito de encabular matuto). No Arriégua (de uma comida maravilhosa e um dono - Luiz Ceará - fora do comum), bons papos com Luizinho Calixto (um dos maiores tocadores de 8 baixos do mundo. De Campina Grande. Na foto, ao centro), com o proprietário, com Ivan Ferraz (compositor, poeta e apresentador de programas de rádio e TV. À direita na foto) e com Anastácia (ao lado de Zenobre, na foto). Anastácia merece um comentário especial, pois, pra quem não lembra ou não sabe, tem mais de 600 composições gravadas. Somente duas pra você imaginar o tamanho da autoridade: "Só Quero um Xodó" e "Tenho Sede". Dancei até forró com ela no "Nosso Quintal", um lugarzinho maravilhoso, criado para cultuar o forró tradicional e a memória dos grandes ícones da música nordestina, promovendo semanalmente um encontro de sanfoneiros. Uma beleza! Conheci muita gente boa, dentre elas, Antiógenes, do Ministério Público, colecionador e Gonzagólatra (um neologismo que andam usando por aí afora) e Paulo Vanderlei, descendente do Piancó e que mora em Fortaleza, criador do maior e melhor sítio sobre Luiz Gonzaga na Internet, o http://www.luizluagonzaga.com.br/. Com Zenobre e sua simpatia e autoridade de quem mantém um dos maiores acervos fonográficos do país sobre Luiz Gonzaga, o mundo foi se abrindo e o povo alegre do Recife me apresentando: "Esse aqui é o compositor de Florbela, gravada por Santanna". Parecia uma senha. E eu, claro, todo ancho, contente que só pinto no lixo. A recepção calorosa na Rádio Folha foi de deixar o sujeito encabulado mesmo. No Arriégua, idem! No Nosso Quintal, ibidem... (é o fraco! Parece citação bibliográfica) A oportunidade de conviver com tanta gente boa, que dedica parte de suas vidas a criar, preservar, divulgar a musicalidade nordestina mais original, a difundir pras novas gerações a obra daquele que é o maior de todos os tempos, Luiz Gonzaga Rei do Baião, foi algo maravilhoso. O contato ao vivo com Anselmo Alves, autor do manifesto "Quero Meu Sertão de Volta" - que publicarei aqui - e Leda Dias (dois bons estudiosos da cultura nordestina), valeu a pena! Descobri que há um verdadeiro balaio cultural no Recife e que um movimento forte vem acontecendo naquela cidade em prol de alavancar o forró novamente à sua mereceida posição de destaque na cena cultural do país. Enquanto isso, em Campina, os destaques são Aviões, Calcinhas, Saias, Ferros, Isso ou aquilo de Menina, Safadas, Sem-vergonha... Ai meus eggs!

30 de abril de 2008

NOVO VISUAL - MUDANDO SEMPRE

Mudei o visual do BLOG só pra mexer mesmo. Aos poucos vou acrescentar mais coisas e dinamizar um pouco. Conto com sua visita! Andei descobrindo um gosto especial pela cor azul. A única motivação que me lembre agora. Saúde e paz!

29 de abril de 2008

CAÇADOR DE ARCO-ÍRIS

Há poucos dias postei aqui um comentário sobre um arco-íris que capturei próximo a Jucurutu, na estrada que segue para Caicó, no Rio Grande do Norte. Fiquei eu mesmo curioso.
Segundo Eliene Percília (http://www.brasilescola.com/fisica/formacao-um-arco-iris.htm ), "O arco-íris se forma quando a luz branca do sol é interceptada por gotas da chuva, que são provenientes da atmosfera. Parte da luz é refratada para dentro da gota, refletida em seu interior e novamente refratada para fora."
Ela informa ainda que "a luz branca é uma mistura de várias cores. Um prisma consegue separar as freqüência misturadas num raio de luz branca. Quando vemos um arco-íris, as pequeninas gotas de água que há no ar funcionam como muitos mini-prismas, separando a luz branca do Sol nas cores do espectro: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho."
De acordo com a wikipedia (http://pt.wikipedia.org/), é importante observar que "ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a seqüência completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou indigo) e violeta."
Arrematando, a professora explica: "No entanto o arco-íris não existe realmente, é apenas uma ilusão de óptica cuja posição aparente depende da posição do observador. Todas as gotas de chuva refratam e refletem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas delas chega ao olho do observador."
Às vezes penso que a paixão é assim também como este último parágrafo. O que se vê não é o que é.
Pra você, um arco-íris original, caçado em Juazeirinho no último dia 27 de abril, no sítio de Agenor, quando da comemoração do seu aniversário. Ao som de canções brasileiras e doses esparsas de Triunfo. O arco não era "de triunfo".